— Evidências e Pesquisas

Tadalafila faz mal? (mitos e verdades)

A tadalafila se tornou um dos medicamentos mais conhecidos quando o assunto é disfunção erétil. Comercializada originalmente com o nome Cialis, hoje existem diversas versões genéricas do medicamento.

Ao mesmo tempo em que seu uso médico é amplamente estabelecido, a popularização da tadalafila também trouxe outro fenômeno: homens jovens e até pessoas sem qualquer diagnóstico de disfunção erétil passaram a utilizá-la com a intenção de melhorar o desempenho sexual.

Isso levanta uma pergunta extremamente comum:

Afinal, tadalafila faz mal?

A resposta curta é: quando utilizada na pessoa adequada e na dose correta, a tadalafila é considerada um medicamento geralmente seguro e bem tolerado. Mas isso não significa que seja inofensiva ou indicada para todo mundo.

As diretrizes atuais da European Association of Urology (EAU) colocam os medicamentos da classe dos inibidores da PDE5 — da qual fazem parte tadalafila, sildenafil, vardenafil e avanafil — como tratamento de primeira linha para a disfunção erétil.

Uma revisão sistemática publicada em 2025 também concluiu que esses medicamentos apresentam boa eficácia e perfil de segurança quando corretamente utilizados, sendo a tadalafila em baixas doses uma das opções com boa tolerabilidade.

O problema começa principalmente quando o medicamento é usado sem indicação, em doses inadequadas ou combinado com substâncias que podem provocar interações perigosas.

Tadalafila aumenta a libido?

De maneira simples e direta: NÃO.

Tadalafila é um medicamento para facilitar a função erétil, e não um estimulante do desejo sexual. A própria documentação oficial do medicamento esclarece que ele não aumenta o desejo sexual masculino.

Portanto, um homem com libido reduzida pode continuar sem vontade de ter relações mesmo após utilizar tadalafila.

Efeitos adversos da tadalafila

Para a maioria dos homens adequadamente selecionados, os efeitos adversos costumam ser leves e temporários.

As reações mais frequentes são:
1. dor de cabeça;
2. indigestão ou azia;
3. congestão nasal;
4. vermelhidão no rosto;
5. dor muscular;
6. desconforto nos membros.

Nos estudos clínicos utilizados na documentação oficial, por exemplo, a dor de cabeça ocorreu em aproximadamente 11% dos usuários de 10 mg e 15% dos usuários de 20 mg, contra 5% no grupo placebo.

Nos estudos envolvendo uso diário de 5 mg para disfunção erétil, dor de cabeça apareceu em aproximadamente 6%, indigestão em 5% e dor nas costas em cerca de 3% dos participantes.

Esses números não significam que todas as pessoas terão esses sintomas. Na maioria dos pacientes, quando ocorrem, são passageiros.

Essa provavelmente é uma das dúvidas mais importantes sobre o medicamento.

Em geral, a tadalafila não parece aumentar o risco cardiovascular em homens clinicamente estáveis e adequadamente avaliados.

A diretriz europeia afirma que estudos randomizados e estudos abertos não demonstraram aumento da incidência de infarto associado aos inibidores de PDE5.

Isso, porém, não significa que tadalafila deva ser utilizada para prevenir infarto ou proteger o coração. Estudos observacionais não são suficientes para comprovar esse efeito.

Existe, entretanto, uma situação em que tadalafila e coração representam uma combinação especialmente perigosa.
Homens que utilizam medicamentos contendo nitratos não devem utilizar tadalafila simultaneamente.

Os chamados “poppers”, substâncias recreativas contendo nitritos, também entram nessa preocupação.
Tanto os nitratos quanto a tadalafila aumentam mecanismos vasodilatadores relacionados ao GMP cíclico. Quando utilizados juntos, podem provocar uma queda intensa e potencialmente perigosa da pressão arterial.
Um paciente que utilizou tadalafila e desenvolve dor no peito deve informar aos profissionais de saúde quando tomou a última dose.



Muitas vezes, sim.
A tadalafila pode ser utilizada por diversos pacientes com hipertensão controlada. Quando combinada à maior parte dos medicamentos anti-hipertensivos convencionais, a redução adicional da pressão costuma ser pequena.

Entretanto, é necessário cuidado especialmente quando o paciente utiliza alfa-bloqueadores, porque a associação pode provocar hipotensão em determinadas pessoas.

Tontura, fraqueza ou desmaio podem ocorrer se a pressão cair excessivamente.

Por isso, quem utiliza medicamentos para pressão ou para próstata deve informar isso ao médico antes de iniciar tadalafila.

Tadalafila faz mal para o coração?

Tadalafila pode ser ingerida por pessoas com pressão alta?

Tadalafila e álcool?

Pequenas quantidades de álcool não representam necessariamente uma interação grave para todas as pessoas.
O problema é o consumo excessivo.
Tanto o álcool quanto a tadalafila apresentam efeito vasodilatador. Em grandes quantidades, a combinação pode aumentar a possibilidade de:
- tontura;
- dor de cabeça;
- aumento da frequência cardíaca;
- queda de pressão arterial;
- desmaio;
- outros.

A bula oficial alerta especificamente para o risco quando existe consumo elevado de álcool concomitantemente ao medicamento. Além disso, quantidades elevadas de álcool por si só podem prejudicar a qualidade da ereção.

Ou seja: utilizar tadalafila para tentar “compensar” os efeitos de uma grande quantidade de bebida não é uma estratégia adequada.

Por isso, quem utiliza medicamentos para pressão ou para próstata deve informar isso ao médico antes de iniciar tadalafila.

NAVEGAÇÃO:
CONTATO:

contato@intimamed.com.br

parceiros@intimamed.com.br

São Paulo

© 2026 Intimamed. Todos os direitos reservados.